Posicionamento sobre aditivos oxo ou oxi-degradáveis

Embalagens plásticas “oxo” ou “oxi-degradáveis” não são uma solução para a poluição plástica, e não se alinham com os princípios da economia circular (*)

Embalagens plásticas “oxo” ou “oxi-degradáveis”, incluindo sacolas e sacos, têm sido comercializados nos últimos anos como uma solução à poluição plástica, com alegações de que tais plásticos, quando descartados em ambientes terrestres ou marinhos, se degradem à resíduos inofensivos em um período que varia de alguns meses até muitos anos. Um conjunto de evidências determinantes mostra que, apesar de que os plásticos oxo-degradáveis sejam manufaturados de forma a se degradar mais rapidamente do que plásticos convencionais, não é possível prever com precisão a duração do período de biodegradação de tais plásticos. Durante este período, as evidências sugerem que os fragmentos de plásticos oxo-degradáveis contribuem para a poluição com microplásticos e isso se constitui como um risco ambiental, particularmente no oceano.

Um número maior de pesquisas, acreditamos, são necessárias para demonstrar como os plásticos oxo-degradáveis se comportam de maneira realista no meio ambiente. Ademais, os plásticos oxo-degradáveis não são atualmente adequados para reuso efetivo a longo prazo, reciclagem em larga escala ou compostagem. Portanto, embora alguns fabricantes de plásticos oxo-degradáveis argumentem que o produto deles seja melhor para o meio ambiente que plásticos convencionais, em nossa opinião, o uso deste tipo de material não é atualmente consistente com a economia circular.

Em suma, o equilíbrio entre as evidências publicadas até o momento sugere que as embalagens plásticas oxo-degradáveis se opõem a dois princípios fundamentais da economia circular: eliminar a geração de resíduos e poluição; e manter produtos e materiais em utilizações de alto valor agregado. Sendo assim, nós apoiamos a aplicação do princípio da precaução ao banir as embalagens plásticas oxo-degradáveis do mercado. Similarmente, baseado na evidência que revisamos, acreditamos que essa conclusão também se mostra aplicável a outras embalagens plásticas que contém aditivos químicos similares, tanto orgânicos quanto inorgânicos, que alegam ocorrer uma biodegradação acelerada, incluindo-se nestes os plásticos degradáveis enzimáticos.

Definição:

Plásticos oxo-degradáveis1 são polímeros convencionais (ex. PEBD) nos quais químicos são adicionados de forma a precipitar a oxidação e fragmentação do material sob a ação de oxigênio2, acelerado pela luz UV e/ou calor. O processo de oxidação permite uma conversão mais rápida dos polímeros em fragmentos. Esta fragmentação deve então acelerar o processo de biodegradação no caso de plásticos oxo-degradáveis, como por exemplo a ruptura provocada por micro-organismos para formação de moléculas que ocorrem naturalmente como dióxido de carbono e água, entretanto a velocidade desse processo de degradação depende de múltiplos fatores. Estes fatores incluem o tamanho do fragmento, a quantidade de aditivos, e as condições ambientais nas quais o material está sujeito (ex. temperatura, fatores bióticos) – condições que variam significativamente na prática.3 Aplicações de embalagens de plásticos oxo-degradáveis incluem sacolas e sacos, embalagens blister, garrafas, rótulos e tampas.4 Plásticos oxo-degradáveis e materiais similares são comercializados e divulgados de diferentes maneiras, incluindo oxo-biodegradáveis, foto/termo-degradáveis, oxo-fragmentáveis ou plásticos contendo aditivos pró-oxidantes – uma terminologia que acreditamos que possa confundir consumidores, legisladores e empresas.5

Argumentação:

Na última década, plásticos oxo-degradáveis chamaram a atenção como uma potencial solução para a poluição marinha e do solo, com o material sendo mandatório em muitos países e regiões mundialmente, e comercializado em muitos outros.6 Alguns especialistas de fato apoiam o apelo da biodegradação efetiva dos plásticos oxo-biodegradáveis.7 Entretanto, uma ampla gama de acadêmicos (de universidades incluindo a California State University, Michigan State University, University of Loughborough), instituições internacionais e governamentais (como UN Environment, European Commission, UK Government), laboratórios de testes (como o Organic Waste Systems), associações de mercado dos fabricantes de plásticos, recicladores e convertedores (por exemplo a PlasticsEurope. SPI Bioplastics Council, European Plastics Converters), organizações sem fins lucrativos (como a Sustainable Packaging Coalition) e numerosos outros especialistas forneceram ou coletaram evidências que plásticos oxo-degradáveis não são uma solução para a poluição de embalagens plásticas, e que estes não são adequados para reuso efetivo a longo prazo, reciclagem em escala ou compostagem.8

Embalagens plásticas oxo-degradáveis não são uma solução para a poluição marinha ou do solo – pelo contrário, nós acreditamos que elas contribuem para a poluição por microplásticos e se mostram como um risco ambiental.

Plásticos oxo-degradáveis têm sido comercializados como uma solução à poluição plástica com alegações de que são degradáveis – uma declaração de marketing que nós acreditamos ter a possibilidade de confundir consumidores e o grande público porque, em nossa opinião, ela não reflete a ausência de dados irrefutáveis e independentes publicados sobre como os plásticos oxo-degradáveis se comportam de forma realista no meio ambiente.9 No meio ambiente, evidências convincentes sugerem que eles se fragmentam em pedaços menores, incluindo microplásticos.10 Embora esses fragmentos microplásticos sejam invisíveis a olho nu, esta fragmentação é diferente da biodegradação. Estudos mostram que o processo completo de biodegradação varia, assim como as condições ambientais inevitavelmente variam, e frequentemente ocorre em um tempo maior do que aquele alegado anteriormente.11 Durante este tempo, fragmentos, incluindo microplásticos, remanescem no meio ambiente e no oceano. Assim como todos os microplásticos em ecossistemas, existe um risco de bioacumulação, inclusive para dentro da cadeia alimentar, com impactos potencialmente negativos para a saúde humana e para o meio ambiente.12

Embalagens plásticas oxo-degradáveis não são adequadas para reuso a longo prazo, reciclagem em escala ou compostagem. Logo, não permitem que materiais e produtos sejam mantidos em uso de alto valor agregado.

  • Reuso: plásticos oxo-degradáveis são projetados para iniciar a fragmentação dentro de alguns meses ou anos. Portanto, apesar de a adição de estabilizadores possibilitar um atraso do efeito de fragmentação pretendido, embalagens plásticas oxo-degradáveis são – devido ao seu próprio propósito – inaptas para aplicações de reuso a longo prazo.13
  • Reciclagem: recicladores e convertedores têm reconhecido vastamente que plásticos oxo-degradáveis afetam negativamente a qualidade e valor econômico de plásticos reciclados, e estão aconselhando contra seu uso.14 Eles reportaram que embalagens plásticas oxo-degradáveis não podem ser detectadas através da tecnologia atual em escala suficiente para separá-las de plásticos convencionais. Apesar do efeito de fragmentação esperado poder ser atrasado, isto não é uma solução a longo prazo para a reciclagem em escala: é difícil estimar-se a proporção de estabilizantes adicionados e o grau de degradação já induzido no material – um desafio esperado a pior a cada ciclo de reciclagem.15
  • Compostagem: plásticos oxo-degradáveis não atendem os requisitos de normas internacionais relevantes para embalagens plásticas e recuperação de plásticos através da compostagem, como por exemplo a ISO 18606, EN 13432, ASTM D6400, AS 4736 ou GreenPla, uma vez que a biodegradação desse tipo de material leva muito tempo, e os fragmentos plásticos podem remanescer no composto.16 Se adicionados ao processo de compostagem, eles afetam negativamente a qualidade e valor comercial do composto, assim como potencialmente permitem a liberação de plásticos para o meio ambiente.17 Portanto, embalagens plásticas oxo-degradáveis não devem ser incluídos no fluxo de material destinado para a compostagem. Essa incompatibilidade é também claramente declarada por muitos fabricantes de aditivos oxo-degradáveis e pela Oxo-biodegradable Plastics Association.18

Em suma, nós acreditamos que o peso das evidências até o momento sugere que embalagens plásticas oxo-degradáveis sejam contra dois princípios fundamentais da economia circular:  eliminar a geração de resíduos e poluição; e manter produtos e materiais em utilizações de alto valor agregado.

Recomendação:

Nós apoiamos a aplicação do princípio da precaução ao banir as embalagens plásticas oxo-degradáveis do mercado até que pesquisas e testes extensos e independentes de terceiros sejam realizados baseadas em normas internacionais (como as usadas por ISO, CEN e ASTM), possivelmente combinadas com progresso tecnológico e inovação, e confirmem claramente biodegradação suficiente dos fragmentos plásticos em diferentes ambientes e em uma escala de tempo curta o suficiente para que as partículas não acumulem nos ecossistemas. Baseado na evidência que nós revisamos, acreditamos que esta recomendação também seja aplicável para embalagens plásticas que contém aditivos químicos similares, tanto orgânicos quanto inorgânicos, que alegam ocorrer uma biodegradação acelerada, incluindo-se nestes os plásticos degradáveis enzimáticos.

Para criar-se um sistema no qual embalagens plásticas nunca se tornem resíduo, nós apoiamos inovações que eliminem os resíduos e poluição, mantendo produtos e materiais em usos com alto valor agregado.

Essa declaração é o resultado de consultas extensas com cientistas, laboratórios de testes, empresas, ONGs e associações de comércio e é apoiado pelas seguintes organizações e indivíduos:

  • Empresas e associações industriais: – pag. 4;
  • Organizações e associações não governamentais: – pag. 5
  • Instituições públicas, organizações de pesquisa e cientistas – pag. 6

Este artigo foi escrito pela iniciativa da New Plastics Economy da Fundação Ellen MacArthur, cuja missão é acelerar a transição para uma economia circular – um sistema restaurador e regenerativo por design. Até o melhor de nosso conhecimento, as informações aqui contidas são precisas e confiáveis a partir da data de publicação; no entanto, não assumimos qualquer responsabilidade pela precisão e integridade de tais informações.   https://newplasticseconomy.org/

Notas de Rodapé:

  1. European Standards Organisation (CEN), CEN/TR 15351:2006 Plastics – Guide for vocabulary in the field of degradable and biodegradable polymers and plastic items: Oxo-degradação (ou degradação oxidativa) é definido como, “degradação identificada como resultante da clivagem oxidativa de macromoléculas”. Oxo-biodegradação é definida como, “degradação resultante de fenômenos oxidativo e celulares, tanto simultaneamente quanto sucessivamente”. A não ser que declarado o contrário, todas as referências de plásticos oxo-degradáveis são consideradas ao se referir aos plásticos oxo-degradáveis ou oxo-biodegradáveis.
  2. Isto é conhecido como fase abiótica da degradação de plásticos oxo-degradáveis.
  3. Um plástico biodegradável é definido em EN ISO 472:2001 como “plástico degradável  em que a degradação resulta em fragmentos de baixo peso molecular produzidos pela ação de micro-organismos que ocorrem naturalmente como bactérias, fungos e algas”; DEFRA, Loughborough University, Assessing the Environmental Impacts of Oxo-degradable Plastics Across Their Life Cycle (2010); European Commission, Eunomia, Study to provide information supplementing the study on the impact of the use of “oxo-degradable plastic” on the environment (2017); European Bioplastics, Background, “Oxo-biodegradable” plastics and other plastics with additives for degradation (2015).
  4. Outras aplicações comuns de embalagens incluem lacres, conchas, filmes, tampas, bolsas de leite, paletes e embalagens retráteis e bandejas.
  5. Ministry of Agriculture, Fisheries, Food and the Environment, Draft Royal Decree on reducing the consumption of plastic carrier bags and creating a register of product producers; EU Commission, ibid.: A UE usa o termo “Plástico Contendo Pro-oxidante (PAC)”  ao passo que a indústria de aditivos introduziu o termo plásticos “oxo-biodegradáveis”; US Federal Trade Commission (FTC), FTC Issues Revised, Green Guides (2012), Alegação 260.8: é enganosa a deturpação, direta ou por implicação, que um produto ou embalagem é degradável, biodegradável, oxo-degradável, oxo-biodegradável ou fotodegradável; US FTC Website, FTC Staff Warns Plastic Waste Bag Marketers That Their “Oxodegradable” Claims May Be Deceptive: O FTC enviou cartas alertando 15 marketeiros que sacolas plásticas para resíduo “oxo-degradáveis” que suas alegações oxodegradáveis, oxobiodegradáveis ou biodegradáveis podem ser enganosas.; Estado da Califórnia, Lei AB1972 proibindo a venda de sacolas plásticas denominadas como “compostáveis” ou “degradáveis em ambiente marinho” que não atendiam as normas ASTM, e sacolas plásticas denominadas “biodegradáveis”, “degradáveis”, “decomponíveis” se tais alegações não sejam atingidas.; S. Deconinck, B. De Wilde, OWS, Review of information on enzyme-mediated degradable plastics (2014); European Bioplastics, Enzyme-mediated degradable plastics (2014).
  6. Países nos quais plásticos oxo-degradáveis são obrigatórios para certas aplicações, incluindo os Emirados Árabes, Arábia Saudita, áreas do Paquistão, Iemen, Costa do Marfim, África do Sul, Gana e Togo.; Website EPI: O aditivo EPI TDPA® é atualmente comercializado em mais de 70 países; Website Symphony: Symphony fornece para aproximadamente 100 países; website Oxo-degradable Plastics Association: A OPA possui membros em 97 países.; Neste paper, referências à poluição ambiental englobam todos os ambientes terrestres e aquáticos, incluindo água doce e ambientes marinhos.
  7. Especialistas cujos relatórios apoiam a eficácia de plásticos oxo-degradáveis incluem I. Jakubowicz, E. Chiellini, A. Corti, T.F.M. Ojeda, J. Lemaire, entre outros. Entretanto, em nossa opinião, as conclusões sobre o grau de biodegradação de plásticos oxo-degradáveis extraídas dos estudos não devem ser interpretadas de maneira a provar a biodegradação efetiva na realidade, devido a uma gama de razões, incluindo: a metodologia utilizada, já que alguns testes são performados em temperaturas que não refletem ambientes da vida real; alguns mostram que existe um limite de redução do peso molecular que é alcançado após certo período de tempo, sem provar que o processo de biodegradação irá prosseguir e, portanto, ser completado (similarmente, alguns concluem a biodegradação efetiva em um futuro potencial através da extrapolação de resultados); nem todos os testes deixam disponível a quantidade/concentração de aditivo adicionada ao polímero para o teste em questão, embora tenha sido provado que esses elementos têm alta influência sob a taxa de redução de peso molecular – e, consequentemente, o grau de biodegradação. Por fim, alguns desses estudos não foram performados independentemente, mas em nome de fabricantes de aditivos oxo-degradáveis.
  8. California State University, Chico Research Foundation, Performance Evaluation of Environmentally Degradable Plastic Packaging and Disposable Food Service Ware – Final Report (2007):  estudo independente provando que sacolas oxodegradáveis do mercado não mostram biodegradação; R. Narayan, Fundamental Principles and Concepts of Biodegradability – Sorting through the facts, hypes and claims of biodegradable plastics in the marketplace, Bioplastics Magazine, Vol. 4 (2009); N.L. Thomas, J. Clarke, A.R. McLauchlin and S.G. Patrick, Loughborough University, Oxo-degradable plastics: degradation, environmental impact and recycling, Proceedings of the Institution of Civil Engineers Waste and Resource Management 165, Issue WR3, Pages 133–140 (2012); United Nations Environment Programme (UNEP), Biodegradable Plastics and Marine Litter. Misconceptions, concerns and impacts on marine environments; European Commission, Eunomia, Study to provide information supplementing the study on the impact of the use of “oxo-degradable plastic” on the environment (2017); Department for Environment, Food & Rural Affairs of the UK Government (DEFRA) (2010), ibid.; Plastics Europe, Organic Waste Systems (OWS), Benefits and challenges of bio- and oxo-degradable plastics – A comparative literature study (2013); European Plastics Converters (EuPC), TCKT, Impact of Degradable and Oxo-fragmentable Plastic Carrier Bags on mechanical recycling (2012); Susan Selke et al., Evaluation of Biodegradation-Promoting Additives for Plastics (2015); Sustainable Packaging Coalition (SPC), Position against Biodegradability Additives for Petroleum-Based Plastics (2015); Society of the Plastics Industry (SPI) Bioplastics Council, Position paper on degradable additives (2016).
  9. EU Commission, ibid; DEFRA (2010), ibid. UNEP, in European Bioplastics, 2015, ibid. SPC, ibid. NAPCOR, Degradable Additives to Plastic Packaging: A Threat to Plastic Recycling (2013); SPC, ibid.; SPI, ibid.; Southeast Recycling Development Council (SERDC), Position Statement on Degradable Additives to Plastic Packaging.; South African Plastics Recycling Organisation (SAPRO), Why the plastics recycling industry is not supporting oxo-degradable additives? (2009).
  10. European Commission, ibid.: Microplásticos são definidos pela Comissão Europeia como plásticos que foram fragmentados ou fabricados em um tamanho menor que 5mm; United Nations Environment Programme (UNEP), Biodegradable Plastics and Marine Litter: Misconceptions, concerns and impacts on marine Environments (2015); DEFRA, ibid.; European Bioplastics Website, Scientific view on the plastic bag debate by Fraunhofer UMSICHT.
  11. European Commission, ibid.; N.L. Thomas et al. (2012), ibid.: A duração de tempo para o plástico oxodegradável se degradar não pode ser prevista com acurácia, uma vez que depende de condições ambientais. É sugerido que plásticos oxo-degradáveis deixados no ambiente aberto, no UK, degradem em pequenos fragmentos em 2 a 5 anos, e que eles irão remanescer visíveis como lixo antes que eles fragmentem; DEFRA, ibid.: As reações de degradação que levam à fragmentação de filmes de polietileno irão ocorrer muito mais rapidamente na Flórida, quando comparado com o UK, devido às diferenças de intensidade da luz solar.; T. O’Brine, R. C. Thompson, Degradation of plastic carrier bags in the marine environment, Marine Pollution Bulletin (2010): Testes conduzidos provam que amostras de polietileno oxo-degradável e comum em água recebem 90% menos de luz UV após 40 semanas em comparação com amostras não imersas em água, reduzindo o processo de oxidação. Após 40 semanas, apenas 2% da área superficial dos plásticos oxo-degradáveis e convencionais foi perdida, enquanto plásticos compostáveis degradaram completamente em condições similares; California State University, Chico Research Foundation, ibid.: Plásticos com aditivos oxo-degradáveis não biodegradaram com êxito em ambientes marinhos durante os testes conduzidos.  ASTM D6691-09 Standard Test Method for Determining Aerobic Biodegradation of Plastic Materials in the Marine Environment: requer que plásticos convertam pelo menos 30% do seu teor de carbono em dióxido de carbono dentro de seis meses; Tosin, Maurizio et al., Laboratory Test Methods to Determine the Degradation of Plastics in Marine Environmental Conditions, Frontiers in Microbiology 3 (2012), in SPC, ibid.: Muitos aditivos projetados de forma a permitir a biodegradação em condições terrestres não são projetados para ser efeitos em condições marinhas enfrentando maior variabilidade na temperatura, disponibilidade microbiológica e de nutrientes, assim como exposição à luz solar em oceanos abertos; Plastics Europe, OWS, Executive summary: Benefits and challenges of bioand oxo-degradable plastics – A comparative literature study (2013); OWS, Expert statement: (Bio)degradable mulching films (2017); J. Greene, ibid.: Testes realizados em laboratórios de ambientes marinhos mostraram que sacolas plásticas oxo-degradáveis, argolas plásticas UV-degradáveis e certos plásticos compostáveis mantidos a 30oC por 60 dias não biodegradaram; R. Narayan, ibid.: biodegradação eventual não é aceitável; Sustainable Packaging Coalition (SPC), Position against Biodegradability Additives for Petroleum-Based Plastics (2015); Biodegradable Products Institute (BPI), BPI assessment of oxo-degradable films (2003); Society of the Plastics Industry (SPI) Bioplastics Council, ibid.; Alegações da indústria de aditivos pro-degradantes: website EPI Environmental’s. webpage de perguntas frequentes: a tecnologia TDPA® technology degrada e biodegrada com segurança sacolas plásticas dentro de alguns meses até dois a três anos; Oxo-biodegradable Plastics Association (OPA), The relevance of biodegradable plastics: Tipicamente, a degradação não irá inciar por seis meses no caso de embrulho de pão, ou 18 meses para a sacola plástica de compras.
  12.  N.L. Thomas et al., ibid.; UNEP, ibid.; European Commission, ibid.; Narayan, ibid.; R.C. Thompson et al., Plastics, the environment and human health: current consensus and future trends, Phil. Transactions, Royal Society of London (2009); S.L. Wright, R.C. Thompson, T.S. Galloway, The physical impacts of microplastics on marine organisms: A review, Environmental Pollution (2013); K. Tanaka, H. Takada, Microplastic fragments and microbeads in digestive tracts of planktivorous fish from urban coastal waters. Scientific Reports (2016); S. Mosko, Bioplastics: Are They the Solution?, Algalita Marine Research & Education (2015), in SPC, ibid.: a degradação não previne que os plásticos fragmentados sejam transportados por oceanos durante este processo, potencialmente impactando organismos aquáticos através da ingestão durante aquele período; SPI Bioplastics Council, ibid.; BPI, ibid.; SERDC, ibid.
  13. Alinhado com o SPC, ibid., Association of Postconsumer Plastic Recyclers, APR Position Statement on Degradable Additives Use in Bottles, Forms, and Films (2013), National Association for PET Container Resources (NAPCOR), Degradable Additives to Plastic Packaging: A Threat to Plastic Recycling (2013); K. Marek, J. Lemaire and A. M. Delort, Biodegradation of Prooxidant films with Prooxidant Additives, Chemosphere 64 (2006) in Society of the Plastics Industry (SPI) Bioplastics Council, Position paper on degradable additives (2016): pesquisa de estudo de revisão por pares mencionando que mesmo com algum teor de aditivos estabilizantes, o filme de PE com aditivos degradáveis perde suas propriedades mecânicas bastante rápido, especialmente quando exposto à luz solar; European Commission, ibid.
  14. Como a British Plastics Federation, Website/grupo BPF Recycling, na resposta da DEFRA para a OPA (2012), The Industry Council for research on Packaging and the Environment (INCPEN), Foodservice Packaging Association; Recycling Of Used Plastics Limited (RECOUP), Plastic Packaging: Recyclability by Design (2006) junto da European Plastic Trade Packaging Associations incluindo a Plastics Recyclers Europe (EuPR), Oxo-degradable additives are incompatible with mechanical recycling, Press release (2009); APR, Position Statement on Degradable Additives Use in Bottles, Forms, and Films (2013); APR, Degradable plastics – A recycling coordinator’s guide to managing new types of plastics; NAPCOR, Degradable Additives to Plastic Packaging: A Threat to Plastic Recycling (2013); Transfercenter für Kunststofftechnik (TCKT), Impact of Degradable and Oxo-fragmentable Plastic Carrier Bags on Mechanical Recycling, European Plastics Converters (EuPC) (2012): testes conduzidos mostraram que mesmo apenas 2% de materiais oxo-fragmentáveis ou degradáveis no fluxo de reciclagem podem afetar a qualidade dos reciclados; EuPC press release, EuPC calls on legislator to support separate collection of degradable plastic materials and ban oxo fragmentable plastics (2013); SAPRO, ibid.; SERDC, ibid.; SPI Bioplastics Council, ibid.; NAPCOR, Degradable Additives to Plastic Packaging: A Threat to Plastic Recycling (2013); Institute of Scrap Recycling Industries (ISRI), ISRI Position on the Use of Degradable Additives in Plastic Packaging (2017); European Bioplastics (2015), ibid.; Hornitschek (2012) in UNEP, ibid.
  15. European Commission, ibid.; DEFRA, ibid. TCKT, ibid.; Roediger Agencies, Recycling Report on d2w Oxo-Biodegradable Plastics, relatório conduzido pela Oxo-biodegradable Plastics Association (2012), em European Commission, ibid.: esse relatório comissionado pela indústria de aditivos degradantes concluiu que plásticos contendo d2w podem ser misturados com filmes plásticos convencionais sem prejuízos aos produtos feitos com o reciclado. Entretanto, ambos testes de calor e envelhecimento por UV foram performados em amostras que foram ‘recicladas’ (sopradas em um filme e então re-peletizadas) in-house de materiais primários ao invés de material recuperado pós consumo residual. Portanto, isso não demonstra os efeitos de qualquer oxidação como um resultado do envelhecimento UV que ocorreu durante o uso, e/ou entre o descarte e a reciclagem como em ambientes do mundo real. Ademais, a oxidação do plástico oxo-degradável pode levar a um menor peso molecular, mas por razões práticas isto não foi medido, apenas o índice de carbonila foi.
  16.  European Commission, ibid.; European Bioplastics website, Harmonised standards for bioplastics webpage; European Bioplastics, Fact sheet – Bioplastics, industry standards and labels (2016); Plastics Europe, ibid.; California State University, Chico Research Foundation, Performance Evaluation of Environmentally Degradable Plastic Packaging and Disposable Food Service Ware – Final Report (2007): estudo provando que as sacolas oxo-degradáveis do mercado remanesciam intactas e não mostravam qualquer sinal de biodegradação; J. Greene, “Biodegradable and Oxodegradable Plastics Degradation in Compost and Marine Environments” Proceedings of the 8th World Congress of Chemical Engineering, Montreal, Canada (2009): testes realizados em laboratório em condições de compostagem a 58oC por 180 dias não mostraram fragmentação ou degradação de sacolas plásticas oxo-degradáveis e UV-degradáveis, enquanto plásticos compostáveis degradaram com sucesso; UNEP, ibid.; G. Davis et al., Open windrow composting of polymers: an investigation into the rate of degradation of polyethylene, Resources, Conservation and Recycling, 40 (2004): um estudo piloto de dois anos que concluiu que sacolas plásticas oxo-degradáveis não degradavam na mesma taxa que a matéria orgânica, resultando em um composto final com uma alta proporção de plástico visível, levando-o para o aterro; SPI Bioplastics Council, ibid. OPA, Standards for Testing Oxo-biodegradable Plastics: Composting standards.
  17. DEFRA, ibid.; ISWA, Key Issue Paper, Biodegradable Plastics An Overview of the Compostability of Biodegradable Plastics and its Implications for the Collection and Treatment of Organic Wastes (2015); European Commission, ibid.; NAPCOR, ibid.
  18. European Commission, ibid.; OPA website: “Oxo-biodegradable plastic is not intended for composting”.

(*) Este documento é uma versão livre, traduzida e adaptada para o português, por iniciativa do Comitê Técnico (CTB) da ABICOM, gestão 2022. Foi extraído do artigo original “New Plastics Economy” visando proporcionar uma melhor compreensão do tema para os associados da ABICOM, o setor de Biopolímeros Compostáveis e Compostagem e o mercado em geral.
fonte: https://ellenmacarthurfoundation.org/oxo-statement

ABICOM

Associação Brasileira de Biopolímeros Compostáveis e Compostagem.

CONTATO ABICOM

Av. Vital Brasil, nº 305, sala 908, CEP 05503-001 Butantã – São Paulo – SP – Brasil
+55 (11) 91281-4485
contato@abicom.org.br

REDES SOCIAIS